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"Papo de vendedor"

"Papo de vendedor"

Quantas vezes já ouvimos essa frase?

Eu aprendi desde muito cedo a ver o lado bom das coisas. Já leram o Livro Polyana menina? Polyana Moça? Pois é! Eu literalmente precisei fazer o "jogo do contente" para transformar literalmente "limões em limonada". E Graças a Deus por isso, porque assim foi possível ver o lado bom das pessoas (mesmo aquelas mais rabugentas), ver tudo que o Senhor sempre supriu, e não apenas o que faltava.

Desde muito pequena, brincava de vender coisas. E assim foi durante toda a minha vida. Porém, com o passar do tempo, as vendas deixaram de ser uma brincadeira para se tornarem uma fonte de subsistência.

Sempre trago à memória a época da faculdade, quando vendi mais do que nunca, e também um período em que atuei praticamente como agente de viagens, de forma bem autônoma, em colaboração com uma amiga, Marcela Falcão. Era uma cooperação mútua: ela me oferecia 10% de cada passagem que eu vendesse, e eu conseguia vender até 25 passagens para a praia (metade de um ônibus) e ganhava duas passagens ou mais. Assim, eu viajava para a praia com minhas filhas pequenas, todos os anos, em excursões, e isso durou mais de 10 anos. Inicialmente para o Espírito Santo (por cerca de 3 anos), e depois descobrimos Cabo Frio. Conheço Cabo Frio de ponta a ponta de tanto que viajamos para lá (Búzios, Arraial e inúmeras praias).

Durante a faculdade, eu vendia cosméticos, roupas, lingerie, e era um sucesso. Eu ouvia frequentemente frases como: "Lá vem ela com o papo de vendedor", e outras do tipo "Essa aí vende até avião caindo", "Essa aí tem lábia, viu?" E todas essas pessoas compravam. Era um sentimento agradável e ao mesmo tempo desconfiado daquele comprador típico de Minas, que comprava, mas deixava claro que sabia que eu tinha habilidades de vendedor.

Por algumas vezes isso chegou a me preocupar, incomodar, no sentido de me sentir obrigada a explicar, justificar ("não é apenas papo de vendedor", viu?), mas com o tempo e tendo hoje o meu negócio sólido, percebo que essa frase tem um valor implícito. Por quê?

Se eu tenho um bom papo de vendedor, isso significa que sou uma boa vendedora. Isso é maravilhoso!

Hoje, vejo o quanto as vendas foram e são importantes na minha vida, porque através delas (além do meu sustento, claro), construí relacionamentos incríveis com pessoas fantásticas.

Essas pessoas vêm à minha casa hoje (que é onde fica minha loja), às vezes apenas para conversar, tomar um café e, de repente, compram. Sempre dizendo: "Lá vem ela com o papo de vendedor", rs. E eu amo!

Sou muito grata ao Senhor por me conceder habilidades, argumentos, criatividade, ideias e por me aproximar de pessoas como a Conexão SV, que contribuem para o meu crescimento e visibilidade.

A partir de hoje, ao ler este texto, tenho certeza de que você entenderá que, ao pronunciar essa frase, estará enchendo um vendedor de orgulho.

Se esse vendedor for como eu, que vê o lado bom das coisas em tudo, não ouvirá essa frase de forma pejorativa, mas como uma afirmação de que Deus foi muito generoso ao lhe conceder tanto talento.

Reiterando, este texto não trata apenas de vendas.

 

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O objetivo do grupo é proporcionar uma comunidade para casais empreendedores que querem crescer em vários aspectos, como espiritualidade, relacionamentos, desenvolvimento pessoal e profissional.

As participantes são encorajadas a compartilhar seus conhecimentos, dúvidas, experiências e também divulgar suas redes sociais, caso desejem. 
Este é um espaço seguro e acolhedor para quem buscam apoio e inspiração uns dos outros.